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Quarta, 21 de abril de 2021
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Política 24/03/2021

Vereadores voltam a criticar VCG por ameaça de não pagar funcionários

Parlamentares afirmaram que a concessionária do transporte pressiona a Prefeitura em busca de subsídio num momento em que toda a cidade acumula prejuízos com a pandemia

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Vereadores voltam a criticar VCG por ameaça de não pagar funcionários

A ameaça da Viação Campos Gerais (VCG) em não pagar a segunda parcela do salário dos funcionários voltou a ser criticada na sessão desta quarta-feira (24) da Câmara Municipal. Parlamentares afirmaram que a concessionária do transporte pressiona a Prefeitura em busca de subsídio num momento em que toda a cidade acumula prejuízos com a pandemia.

A segunda parte dos salários deve ser paga nesta quinta-feira (25). Para o vereador Izaías Salustiano (PSB), em caso do não cumprimento dessa obrigação, como ameaça a empresa, irá caracterizar quebra de contrato, ocasionando implicações legais, como o impedimento de participar de novas licitações e até o rompimento do contrato de concessão.

"A concessionária corre o risco de ficar inidonea se não pagar os salários, que talvez seja sua maior obrigação além de prestar o serviço à população", enfatizou Izaías.

O vereador Daniel Milla (PSD) defendeu que o Município, em caso do não pagamento dos salários, rompa o contrato e assuma o serviço até sair uma nova licitação. O atual contrato vai até meados de 2022.

"Essa empresa está há décadas lucrando em nossa cidade e agora quer descontar nos funcionários. Não podemos permitir", disse Milla.

Já o vereador Ede Pimentel (PSB) lamentou o que considera uma ameaça para pressionar a Prefeitura a dar subsídio ao transporte coletivo em um momento de pandemia.

"Durante todos esses anos a empresa lucrou e não dividiu com ninguém. Agora ameaça cortar os salários dos funcionários para pressionar a Prefeitura por subsídio. Lamentável", ressaltou Pimentel.

Os funcionários da concessionária, através do seu Sindicato, afirmaram que irão entrar em greve em caso do não pagamento dos salários.

Dessa forma, para Pimentel, a empresa estaria se aproveitando de uma situação difícil para todos os segmentos da economia, para pleitear recursos públicos como subsídio, uma vez que a empresa sabe que uma greve neste momento seria ruim para a cidade e as cobranças recairão sobre a Prefeitura.

 

Foto: CMPG