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Quarta, 21 de abril de 2021
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Política 31/03/2021

Vereadores criticam atuação do presidente do Sintropas

Grupo de vereadores criticou a atuação do presidente do sindicato, Luiz Carlos de Oliveira, e uma Moção de Repúdio será apresentada na Câmara. Sintropas publicou nota em que repudia acusações de usar funcionários como 'massa de manobra'

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Vereadores criticam atuação do presidente do Sintropas

O impasse no transporte coletivo de Ponta Grossa, com a falta de pagamento dos salários da Viação Campos Gerais (VCG), concessionária do serviço, teve mais um capítulo na sessão desta quarta-feira (31) Câmara Municipal.

Um grupo de vereadores criticou a atuação do presidente do sindicato que representa a categoria (Sintropas), Luiz Carlos de Oliveira. A alegação foi de que ele teria se manifestado publicamente contra os parlamentares, depois que uma Moção de Apelo que pedia para a Prefeitura efetuar o pagamento dos salários, foi retirada de votação na última segunda-feira (29).

As críticas começaram com o presidente da Casa, vereador Daniel Milla (PV), ao afirmar que os funcionários da VCG estariam servindo de massa de manobra do Sindicato, em um trabalho articulado pelo presidente Luizão. "Não confie no seu Sindicato, pois estão sendo usados", afirmou Milla, emendando que ao invés de acionar a Justiça em prol da classe, o presidente ataca a Câmara.

"Os funcionários não receberam no último dia 25 [março] e não vão receber no dia 5 [abril] também, e o presidente do Sindicato, que deveria estar atrás de uma solução, quer responsabilizar essa Casa de Leis", argumentou Milla.

O vereador Paulo Balansin (PSD) questionou a credibilidade do presidente do Sindicato, ao mencionar que Luizão "caiu de uma mudança em Ponta Grossa" depois de ser expulso do Sindicato quando atuava em Curitiba.

Para Julio Kuller (MDB), que retirou a Moção de Apelo para adequação da redação na última segunda, as críticas vindas do presidente do Sintropas não serão aceitas por ele. "Não vamos aceitar essas críticas, de uma pessoa que tive contato uma vez, e não foi bom, e ele sabe do que estou falando", disse.

Outro que teve como alvo o presidente do sindicato foi Izaías Salustiano (PSB). Na tribuna da Casa, ele afirmou que Luizão "está batendo na porta errada", enfatizando que o Legislativo não tem condições legais para solucionar o entrave com os salários dos funcionários da VCG.

"É preciso recorrer à Justiça do Trabalho, não a essa Casa", declarou, sugerindo na sequência que o presidente do sindicato use os recursos do Fundo de Assistência do Sintropas para auxiliar os funcionários.

Repúdios

O Blog procurou a assessoria de comunicação do Sintropas para um posicionamento acerca das críticas dos vereadores, que encaminhou uma nota de repúdio a um áudio enviado pelo presidente da Câmara, Daniel Milla, a funcionários do transporte coletivo (o áudio você confere acima) via WhatsApp.

Na nota, assinada por Luizão, o sindicato afirma que não tem usado os funcionários como massa de manobra e que não compactua com uma possível demissão de funcionários.

"A entidade sindical repudia os atos praticados, pois luta por princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, garantia de salários e empregos. Assim, serão tomadas as medidas a fim de responsabilizar a pessoa por praticar atos contra a entidade sindical", consta na nota.

Por outro lado, será protocolada nesta quinta-feira (1º) na Câmara uma Moção de Repúdio ao presidente do sindicato e também à concessionária VCG, encabeçada pelo presidente da Casa, Daniel Milla. De acordo com o vereador, outros parlamentares vão assinar o documento, por não concordarem com a condução do trabalho de Luizão à frente do sindicato e nem com o posicionamento adotado pela concessionária diante do pagamento dos funcionários.

Na sessão desta quarta, uma Moção de Repúdio à VCG foi aprovada por unanimidade. Ela foi apresentada pela vereadora Josi do Coletivo (Psol) diante do atraso dos salários dos funcionários da empresa. "Usar o não pagamento dos salários dos funcionários para pedir subsídio ao Município, me desculpem, mas parece chantagem", criticou a parlamentar.